INFORMÁTICA PARA TODOS Nº 270

Que a Internet é uma fonte de conhecimento cremos que ninguém duvida. Haverá quem, invocando arautos da desgraça, culpe a Internet de muita coisa má que acontece nos dias de hoje, mau aproveitamento do tempo pelos jovens viciados nas comunidades sociais, perigos escondidos em sites maliciosos, etc., etc. Tudo isso pode ser verdade mas não basta culpar a Internet é necessário compreender o sistema actual em que vivem as famílias, no pouco tempo que os Pais dedicam aos seus filhos, levando-os a procurar o convívio que lhes falta em casa com outras pessoas com as quais podem falar, expor abertamente os seus problemas e por aí fora. A esse respeito é bom que se oiçam as múltiplas opiniões dos pedopsiquiatras que sabem analisar essa relação familiar que lhes falta num lado e vão procurar noutro que por acaso até está ali à mão. Mas deixemos tais considerações para outro programa. Hoje falaremos do conhecimento que ela nos proporciona. E por exemplo o que se passa com a Wikipedia, a Enciclopédia em sistema aberto, onde os internautas podem incluir o que sabem sobre este ou aquele assunto, o qual vai sendo melhorado à medida que outros mais conhecedores juntam uma explicação melhorada. Tornou-se incontestavelmente um local visitado por todos aqueles que anseiam conhecer algo mais sobre o pouco que conhecem disto ou daquilo, satisfazendo muitas vezes as suas necessidades mais imediatas. Acabada que foi a possibilidade de consultar a célebre Enciclopédia Britânica, versão para a Net, que foi gratuita durante muito tempo há uns anos atrás, a Wikipedia veio preencher essa lacuna. E de tal maneira esse facto é reconhecido que foi devido à Wikipedia e à consulta massiva de milhões de utilizadores da Internet que o gigante da Informática decidiu deixar de publicar anualmente a sua enciclopédia de referência que dava pelo nome de Encarta. Exactamente foi essa a razão invocada pela Microsoft para justificar que a Encarta terminasse em 2008 e assim ficou. Ora a Wikipedia também tinha os seus críticos argumentando e, em parte, com alguma razão, que ela era demasiado livre e portanto susceptível de conter informação deturpada ou desactualizada. Este facto deve ter dado origem a que um dos fundadores da Wikipedia tivesse a ideia de criar uma Enciclopédia que fosse, digamos assim, menos livre. Isto é, nem toda a gente pode alterar os artigos, apesar de se manter o conceito de um site aberto a todos os cidadãos. A Citizendium ou o Citizendium pretende ir mais longe em termos de fiabilidade. Conforme se pode notar, ao consultá-la, para editar textos é necessário registarmo-nos com o nome verdadeiro e fornecer uma pequena biografia, links para sites que ajudem a autenticar a identidade ou por exemplo um email num ISP não gratuito onde figura parte do nosso nome. Os utilizadores podem candidatar-se a autores ou a editores
Sendo que para editor é necessário mais alguma coisa. Para além do que já mencionámos há pouco, devemos enviar um email com o nosso curriculum e lista de sites que comprovem o que nele é afirmado, sendo que para editor numa determinada área, os colaboradores terão ainda de comprovar as suas competências e experiência profissional nesse campo particular. Pretende-se assim evitar alguns dos abusos que têm sido notados na Wikipedia elevando o nível de qualidade dos conteúdos. Ao consultar a primeira página do Citizendium vemos de imediato as diversas áreas disponíveis como as Ciências Naturais, a Ate, as Humanidades, Ciências aplicadas, etc. Somos convidados a efectuar o registo e o único senão por enquanto é que ainda não se pode escolher o idioma. Está apenas em inglês. Mas dê uma vista de olhos. Citizendium.org
SEPARADOR:
Vamos fazer o possível por esquecer por alguns momentos a crise que atravessamos. Será difícil mas até é bom para criar forças e melhor lutar contra ela depois. É como se se tratasse de um jogo para afastar os pensamentos negativos. Claro que ainda não somos robôs aos quais se desligam uns fios para deixarem de trabalhar naquilo para que foram programados. Mas já agora e a propósito de robôs aqui vamos nós. É que a vida deles também não parece fácil. Vejamos. O paraíso dos robôs continua a ser o Japão onde são bem conhecidos os casos de duas marcas de automóveis que antes da crise actual desenvolveram dois projectos que pareciam fantásticos. A Toyota que já tinha concebido autómatos que tocavam violino e trompeta, resolveu a certa altura (ainda a crise não a tinha tocado apesar de muitos a terem previsto) anunciar que estavam quase concluídos os estudos para utilizar em 2010 empregados robóticos. Esta afirmação até nos faz parecer que ela já sabia que a crise ia acontecer. E assim seria muito mais fácil despedir ou parar os robôs do que pagar indemnizações aos empregados que teria de despedir quando viesse a crise. Será que foi isto que aconteceu? Hoje pensamos que sim, talvez, quem sabe… Mas também noutra empresa do ramo automóvel, a Honda, os robôs já eram utilizados para servir bebidas a humanos. Bom aqui neste caso já tinha mesmo despedido os empregados. Isto poderá parecer piada a mais mas o certo é que aconteceu. E os robôs estão talvez agora arrumados a um canto. Felizmente que a robótica não é apenas isto. Já Hans Moravec dizia na década de 90, no seu célebre livro “Homens e Robôs”, que o robot iria trabalhar a nosso lado dentro de meio século, isto é por volta de 2040. E dizia mesmo que a superioridade de raciocínio relativamente a um ser humano seria surpreendente. Aliás, sabemos hoje que em algumas áreas até de grande interesse científico e mesmo sobre o aspecto de diagnóstico em prevenção médica, eles são por vezes até muito melhores do que nós. Eu ainda pertenço ao tempo e não foi assim há muito – em que quando ia fazer análises médicas, o meu querido médico analista estava dias inteiros a observar numa lamela ao microscópio quantas células disto ou daquilo existiam na amostra de sangue que me tinha tirado. E as análises levavam dias até estarem prontas. Hoje, como todos sabemos, o resultado, se não se tratar de culturas que é necessário esperar que se desenvolvam, fica pronto nuns breves momentos. A amostra é introduzida numa máquina especial. Ali é feita a leitura do que se pretende saber e ela dará o resultado. É algo que tem a ver com a robótica. Aquela máquina está a fazer o processamento da análise que detectou e transmite-a cá para fora, cremos nós, sem erros humanos. De facto, segundo o velho ditado latino “errare humanum est”. Mas ela, a máquina, não é humana, não erra portanto e é surpreendentemente melhor do que nós, como antevia Moravec. Este é apenas um exemplo muito simples que nos dá uma certa esperança de que o Homem, recorrendo à chamada Inteligência Artificial consiga solucionar alguns dos graves problemas – apenas alguns (é bom que se diga) – com que nos debatemos hoje em dia. Se acham que valeu a pena, obrigado. E regressemos à Terra.
SEPARADOR:
Devem ser poucos os utilizadores que não vão regularmente visitar o YOUTUBE e ver e ouvir os seus vídeos favoritos. Estão constantemente a ser divulgados até pelos diversos órgãos de Informação que este ou aquele caso tem um vídeo no Youtube. E tal como era hábito dizer-se que um boato, passado de boca em boca, levava um quarto de hora a espalhar-se de um lado ao outro de uma das nossas cidades, também hoje se diz e com mais propriedade que um novo vídeo de sensação no Youtube leva pouco segundo a ser visitado por milhares de pessoas em todo o mundo. E há quem volte lá uma, duas e muitas mais vezes para desfrutar dessa regalia. Ora o que nem todos sabem é que é possível ter esses vídeos no nosso computador, tanto os do Youtube como os do Google Vídeo e mesmo em muitos outros sites. À primeira vista, não existe nada na página consultada que nos indique que pode e como fazer o download. É um facto. E isso compreende-se pois juntamente com os vídeos que interessam o utilizador estão ali uma série de informações que os detentores desses sites pretendem divulgar ou publicitar. Mas existe uma maneira de resolver o problema. E é isso que vamos indicar. Para vídeos Youtube nós utilizamos o Easy Vídeo Downloader software do qual se faz o download de vários sites da Internet, bastando colocar o seu nome, tudo seguido, no Google. Easyvideodownloader. Depois de o executar basta copiar o URL ou endereço que se encontra no seu browser e fazer paste ou colar no local indicado do videodownloader. Carrega em Start e o vídeo será descarregado para a pasta que escolher no seu PC e convertido para o formato AVI com boa qualidade. Existe ainda um processo mais simples no qual se utiliza uma aplicação que está on-line. Já aqui falamos nela. É a ZamZar em Zamzar.com. Colocamos igualmente o endereço onde se encontra o vídeo alojado no local pedido. Depois escolhe-se o local onde queremos que ele fique gravado e logo a seguir o formato de ficheiro em que vai ser convertido entre vários formatos de vídeo à escolha. E a seguir carrega-se em Convert. É tudo. Podemos deste modo não só evitar a instalação de um programa no nosso PC como escolher o formato de vídeo para o Ipod, o telefone ou qualquer outro dispositivo portátil e ainda funcionando para vários locais para além do Youtube e do Google Vídeo. Mas existem mais programas para esta função, como por exemplo o mediaconverter.org, o vixy.net e a lista seria longa. Todos eles mais ou menos funcionam do mesmo modo. Colar no local indicado o endereço que aparece na página do browser quando se está a visionar o vídeo em questão e seguir os passos que nos apresentam até chegar ao download. A diferença pode residir apenas nos formatos de conversão permitidos e às vezes – o que também já notámos – ficheiros mais ou menos pesados. Mas isso tem necessariamente a ver com a qualidade. Portanto escolha o que mais lhe agradar e divirta-se.

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